Selic, FGTS e financiamento imobiliário: comprar ou alugar o imóvel?

Selic, FGTS e financiamento imobiliário: comprar ou alugar o imóvel?

Não sabe se compra o imóvel ou vira investidor do mercado imobiliário? Nós te ajudamos a decidir.

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central reduziu, no começo desse mês, a redução da taxa de juros (Selic) para 6,75%, alcançando o menor patamar desde 1986. Seguindo a queda na Selic, vários bancos anunciaram a redução da taxa de juros em diversas linhas, como financiamento de automóvel, empréstimo pessoal e planos empresariais. Qual o impacto disso no financiamento imobiliário?

 

Taxa Selic e financiamento imobiliário

Ainda que não tenha total influência na regulação da taxa de juros para financiamento imobiliário, a queda da taxa Selic é um importante indicador de que haverá redução dos percentuais cobrados para quem deseja comprar um imóvel.

Uma das variáveis está controlada. Resta agora a recuperação da captação da caderneta de poupança, principal fonte de recursos para o crédito no mercado imobiliário, para que a taxa de juros do financiamento imobiliário fique menor.

 

Taxa de juros e FGTS

Quem tem recursos do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) para usar na compra do imóvel, já pode aproveitar os juros menores do financiamento imobiliário, dentro da linha Pró-Cotista, para a compra do imóvel até R$ 950 mil.

Depois do Minha Casa Minha Vida, essa é uma das linhas mais baratas para financiamento imobiliário do mercado, com juros de 8,85% a 7,85% ao ano, dependendo da relação com a Caixa.

O financiamento imobiliário na linha Pró-Cotista pode ser contratado por trabalhadores com pelo menos 3 anos de vínculo com o FGTS ou saldo em conta vinculada de pelo menos 10% do valor de avaliação do imóvel para compra.

Outra exigência é que a pessoa não seja proprietária de outro imóvel, além do que vai comprar, no município onde mora ou trabalha, nem tenha contratado outro financiamento imobiliário em qualquer parte do país.

 

Comprar ou alugar o imóvel?

Se você é investidor e tem um perfil mais conservador ou pretender comprar um imóvel para moradia e tem dinheiro para pagar a maior parte do valor do imóvel ou mesmo ele todo à vista, esse é um bom momento para a compra do imóvel.

Se não, vale a pena colocar na ponta do lápis o que vale mais: utilizar o financiamento imobiliário ou se capitalizar um pouco mais e, enquanto isso, optar pelo aluguel do imóvel.

Mas os especialistas alertam: nos próximos meses, a tendência é de uma alta maior no preço dos imóveis para alugar do que no preço dos imóveis para venda.

Texto por: Maria Emilia Staczuk, Assessora de imprensa